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Faça o seu livro com o software da Dreambooks

Álbum Digital Dreambooks
A produção de álbuns fotográficos digitais é hoje uma actividade em crescendo, e em Portugal temos algumas soluções ao alcance do público: experimentei a da Dreambooks, que usa impressão fotográfica mas vai também entrar no offset digital. Eis as primeiras impressões.

A etiqueta de álbuns fotográficos Dreambooks é mais uma a tentar a sorte num mercado cujos indicadores mundiais para este ano e futuros é de um crescimento a todos os títulos interessante.

Em Portugal, contudo, as pessoas continuam a olhar para estas opções de produção de “livros/álbuns fotográficos” como uma solução secundária, pressente-se em conversa com alguns promotores do serviço. O público que continua ainda a usar filme depende da impressão de amplicópias, e em alguns casos da digitalização da película para aceder ao digital. Mas a fotografia digital mudou os hábitos e o que temos são fotos – milhares -  guardadas em computadores, trocadas, mitas vezes perdidas num disco rígido danificado.
 
Se alguma espécie de arquivo desses dados se torna importante, a sua passagem ao papel, que acaba por ser uma forma ainda válida – e provavelmente crescente, em alguns casos – de mostra e distribuição de fotografias é uma perspectiva interessante, que no caso dos álbuns digitais tem a vantagem de permitir uma organização temática além de, dentro das condicionantes do software usado, uma liberdade de construção visual da selecção.

É sobretudo na capacidade de o fotógrafo se tornar editor nessa passagem ao papel que software como o usado pela Dreambooks nos seus álbuns se torna importante. Através do download do programa, o utilizador torna-se no designer do seu álbum/livro, uma mais valia que alguns não aprenderam, ainda, a aproveitar. Há qualquer coisa de mágico na criação de um destino assim para as nossas fotografias.
 
 


Na Dreambooks é possível fazer download do software ou optar por construir o álbum online. A primeira opção é, no meu entender, a  mais vantajosa, por permitir ao utililizador experimentar soluções no próprio computador a seu bel-prazer e manter o controlo sobre todas as tentativas realizadas, sem a preocupação do que sucede depois de desligar o computador. Pode sempre retomar a produção em qualquer altura mantendo no disco rígido, até ao momnento final, as suas fotos e álbum.

A oferta da Dreambooks no momento em que escrevo estas notas é ainda limitada, com uma oferta de álbuns digitais de desenvolvimento vertical que não se adequa muito a fotografias de desenvolvimento horizontal, pelo menos com os modelos de página predefinidos disponíveis no sistema. Mas isso vai mudar a breve trecho, indicou-me Pedro Vieira, director comercial da Dreambooks. A empresa vai introduzir mais opções de álbuns, bem como a possibilidade de impressão em tela e objectos, seguindo afinal o que é a tendência dos operadores neste segmento do mercado.

Segundo Pedro Vieira, a selecção de álbuns nunca será muito extensa – o que acaba por criar confusão no utilizador menos experiente – mas adequada às necessidades da maioria do público e com opções verticais e horizontais nos formatos mais correntes do mercado. Trata-se de um trabalho continuado em que se torna fácil oferecer ao cliente mais opções rapidamente, dado que a implementação online e no software facilita o acesso a partir de qualquer ponto. A Dreambooks já está, aliás, a efectivar essa promessa, ao introduzir um leque de álbuns Fun Expresso com um prazo de entrega rápido, através da cadeia de lojas associadas ao projecto. É uma actividade que tem reflexos imediatos no site da empresa pelo que é facilmente constatável pelo utilizador/cliente.

No segmento dos álbuns digitais mais “convencionais”, a impressão da Dreambooks actualmente é feita em papel fotográfico, o que tem vantagens e inconvenientes. Por um lado limita o número efectivo de páginas de cada álbum, dado que as páginas são coladas numa base de cartão, tornando-se espessas. Um álbum de 22x30 cm com 36 páginas criado para teste do sistema pesa 1,200 quilogramas, enquanto um álbum impresso em sistema de offset digital com 20x25cm e 120 páginas pesa... 700 gramas.

É evidente que os “livros” não se medem pelo peso e há que reflectir sobre as diferenças entre ambos os produtos: um é feito com papel fotográfico, atingindo uma qualidade imbatível, o outro é resultado de uma solução hoje em voga, o offset digital, que apesar de bons resultados é inferior. É, se quisermos, mais um livro tal como o entendemos e menos um álbum de fotografias.

A verdade, porém, é que a utilização do offset digital está em crescendo, até pela elasticidade que demonstra e pela sugestão de maior qualidade que tem perspectivada para o futuro, à medida que os sistemas são aperfeiçoados. Ciente disso a Dreambooks prepara-se para introduzir essa opção também nas escolhas dadas aos clientes.

Colocados lado a lado, os dois “livros” são efectivamente diferentes. E em termos de facilidade de manuseamento, de toque de “verdadeiro livro”, a solução de offset digital triunfa. Mas quando se olha para as imagens impressas em papel fotográfico percebe-se por que razão a fotografia impressa continua a ser uma mais valia. É bom, contudo, ter a opção de escolher.
 
 

Para se chegar ao produto final é necessário, claro, usar o software. E aqui o que a Dreambooks oferece é uma solução que segue as regras da generalidade do mercado. Existem actualmente inúmeros programas deste tipo, e tenho testado muitos deles, pelo que me sinto à vontade para apontar “defeitos”: faltam opções de tipos e dimensões de fontes no programa, que devia poder usar as fontes do sistema, falta uma opção de inverter imagens em espelho e faltam ainda caixas de introdução de valores em alternativa às, nem sempre muito controláveis, barras de ajuste de dimensão, em pixéis, de margens, molduras, etc.

O programa não oferece também um leque muito vasto de opções de fundos, imagens vectoriais e outros adornos, mas isso além de implementável ao longo do tempo, não afecta a produção dos modelos mais “limpos” de álbuns, os que de algum modo pretendi explorar aqui. E que me parecem acabar por ser os que o fotógrafo amador mais avançado pretenderá criar.

Existe, como é de regra, um modo automático de distribuição das fotos por modelos de página predefinidos, útil para quem não se sente muito à vontade com este tipo de aplicações, mas sempre sujeito a produzir enquadramentos com cortes de cabeças ou partes importantes da fotografia fora da mancha. De facto, para se obter um melhor resultado final é melhor distribuir manualmente as fotos, adequando-as aos contentores (aquelas caixas desenhadas nas páginas...). E aqui nem sempre os programas disponíveis no mercado se revelam muito fáceis de “domesticar”.

Curiosamente, o software usado pela Dreambooks permite uma rápida modificação da dimensão e até do formato das caixas usadas (apesar de a interface poder ser melhorada...), o que é uma interessante aposta que o coloca numa boa posição para quem pretender explorar opções para lá das matrizes existentes, algo que fiz na produção do livro de ensaio do programa.

Como nota comparativa devo dizer que o meu software de referência nestas coisas é o BookSmart da Blurb, que só em recentes edições oferece uma opção de reajuste de caixas, e mesmo assim e um modo mais complexo (se bem que permitindo criar novos templates). Mas devo salientar que o BookSmart se destina a um outro público e que o programa que a Dreambooks usa, mesmo com todos os “defeitos” que apontei, é mais do que alguns utilizadores conseguirão mastigar...

De facto, com algum empenho, é possível produzir mais do que um simples álbum de fotos usando o software da Dreambooks. O “livro” feito no sistema e que coloquei online, no meu site pessoal, é disso uma prova, ainda que digital e em nada comparável à qualidade da obra impressa. Quanto mais se investir no sistema mas se recebe dele é a sensação que tenho depois da experiência.

Uma nota ainda para o serviço online da Dreambooks. Além de todas as explicações do sistema presentes no site, uma vez feita a encomenda recebe-se, com a confirmação da operação, um ficheiro pdf de volta com imagens em baixa resolução que servem para confirmar que tudo está bem com o álbum. Em cinco dias úteis o álbum impresso chega a casa, bem protegido numa embalagem de cartão, e com um certificado de garantia, número de encomenda (para repetições, possíveis no prazo de um ano) e indicações sobre a forma correcta de proteger o álbum.

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